O “Dia das Bases Abertas” integrado nas comemorações dos 56 anos da Força Aérea Portuguesa (FAP) celebra-se amanhã na Base das Lajes, com entrada livre.
Desfiles aéreos e demonstrações acrobáticas pela patrulha acrobática Asas de Portugal são algumas das actividades em destaque na Base Aérea 4. O público em geral poderá ainda ver e participar ao longo do dia nos baptismos de voo, bem como assistir a uma demonstração de missão de resgate de tripulantes de F16 com o apoio do helicóptero EH-101 Merlin, C212 Aviocar e C130 Hércules.
No mesmo dia, mas desta feita no Centro Cultural de Angra do Heroísmo, a Tatoo Militar, Banda de Música da Força Aérea, dará um concerto com início previsto para as 22horas.
As comemorações continuam a 1 de Julho, dia oficial do aniversário, com a realização às 9h00 de uma missa eucarística na Igreja da Sé. Mais tarde, pelas 10h30, o Estádio João Paulo II prevê acolher uma cerimónia militar e um desfile aéreo.
De acordo com o major João Rocha, para além do carácter festivo, “há um aspecto de divulgação da missão da FAP junto das pessoas”. Neste contexto, o responsável pelo departamento de Relações Públicas da FAP, refere que “a população tem mostrado interesse e curiosidade” nas exposições, conferências e concertos que têm vindo a acontecer desde o início do corrente mês um pouco por todas as ilhas dos Açores. Porém “são as aeronaves que despertam mais interesse nos visitantes sobretudo junto dos mais novos”.
A escolha do nosso Arquipélago para celebrar o quinquagésimo sexto aniversário da FAP, segundo major João Rocha, “relaciona-se particularmente com a Base Aérea instalada nas Lajes”.
O programa das comemorações dos 56 anos da FAP termina no dia 2 de Julho com um concerto popular a realizar no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória.
Entretanto, “apreço e consideração” foram as palavras usadas ontem pelo presidente do Governo Regional sobre a forma como os açorianos reagiram aos festejos do Dia da Força Aérea que estão a decorrer por todas as ilhas dos Açores.
As declarações de Carlos César surgiram no final de uma audiência para apresentação de cumprimentos, solicitada pelo novo comandante da Zona Aérea dos Açores, major-general Rui Oliveira.
“As suas missões civis, de busca, de salvamento, de socorro em situações de emergência, na protecção civil e no Serviço Regional de Saúde, são missões de grande relevância para a Região.
Regresso dos “Puma”
“A Força Aérea é uma instituição idónea e experimentada nos Açores e, portanto, oferece-nos todas as garantias. Nós sabemos que as questões relativas à utilização dos novos helicópteros estão pendentes de aspectos que não envolvem a Força Aérea, directamente, ou até o Governo português”, afirmou Carlos César, ao esperar que o regresso aos Açores dos “Puma” venha enriquecer a capacidade de intervenção da Força Aérea, quer na Região, quer no âmbito geral das suas funções.
Face aos problemas que afectam a operacionalidade dos “Merlin”, o executivo disse estar tranquilo em relação à possibilidade das missões daquele ramo das Forças Armadas voltarem a ser cumpridas com recurso aos helicópteros “Puma”.
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