O deputado mostrou aos jornalistas um documento de uma entidade bancária do Grupo Caixa Geral de Depósitos, com data de 25 de Novembro, em que instituição bancária informa a SAUDAÇOR que deixa de pagar aos fornecedores por falta das amortizações.
Artur Lima alega que a denúncia politica dos factos nem careciam de prova e que percebe a posição dos fornecedores que não querem dar a cara.
Por outro lado, explica ainda que “o CDS-PP compreende o incómodo do inesperado Secretário Regional da Saúde. Lembre-se que o actual Secretário Regional era administrador da SAUDAÇOR e, como tal, é responsável pelo atraso nos pagamentos aos fornecedores”.
Mostrando documentos da entidade bancária com quem a sociedade anónima de capitais públicos trabalha, Artur Lima frisou que “o CDS-PP reafirma hoje o que denunciou quarta-feira: existem atrasos de meses nos pagamentos a fornecedores do Serviço Regional de Saúde”.
O líder parlamentar centrista adiantou ainda o exemplo de um empresário micaelense que “numa recente reunião de empresários com o Governo denunciou que está há 13 meses para receber um pagamento do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada que deveria ter acontecido em 60 dias”.
“Quando não há plafond a entidade financeira não faz pagamentos”, frisou Lima citando um ofício da Caixa Leasing e Factoring (do Grupo Caixa Geral de Depósitos) que diz que “como não existe plafond disponível, porque não existiu amortizações a Caixa Leasing e Factoring não pode realizar os pagamentos”.
“A SAUDAÇOR não fez os devidos depósitos, pelo que não há dinheiro, e não havendo dinheiro há atrasos no pagamento a fornecedores”, explicou.
Relativamente a concurso para aquisição de fraldas para as unidades de saúde, Artur Lima mantém também tudo o que denunciou há dois dias: “O único critério foi o preço mais barato e apenas do tamanho XL. Compreendemos que não faça grande diferença ao Secretário Regional, mas aos doentes fará muita diferença. Reafirmamos ainda que a rotulagem da embalagem das fraldas não cumpre os critérios da Directiva Comunitária”, indicada pelo executivo na nota de esclarecimentos que fez sair para a comunicação social, alegou Lima.
Perante os factos, os populares lamentam, por isso, “profundamente que o senhor Secretário tenha faltado olimpicamente à verdade, não sendo este o comportamento que se espera de um governante, muito menos, de um principiante que agora começa e começa com o pé esquerdo”.
Para o CDS-PP Açores “o Secretário Regional da Saúde devia ser mais humilde: primeiro, pelo seu curriculum e depois porque foi a derradeira escolha para o cargo”.
O líder do CDS/PP dos Açores disse ainda desconfiar que a SAUDAÇOR vai começar a pagar nos próximos dias aos empresários. Facto que deixa o PP satisfeito, uma vez que está em causa a estabilidade financeira de vários empresários.
Na resposta, a secretaria regional da Saúde assegura que a empresa pública "cumpre integral e atempadamente os seus compromissos para com os respectivos fornecedores, estando sujeita às regras de fiscalização sucessiva do Tribunal de Contas".
"Não são conhecidos atrasos de pagamento superiores a 30 dias por parte dos Centros de Saúde da Região, nem por parte dos Hospitais, em sede de Sistema de Pagamento a Fornecedores", sustentou o executivo regional.
Relativamente à aquisição de material clínico, nomeadamente o concurso de aquisição de fraldas, que segundo o CDS/PP nos Açores, "o critério de adjudicação foi o preço mais barato para esse bem", a secretaria regional da Saúde esclarece que todos os bens propostos "foram alvo de rigorosos testes de verificação" pelo Serviço Regional de Saúde.
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