Actos de vandalismo, de agressões verbais e físicas, de indisciplina e de violência praticados nas escolas, aparecem-nos cada vez mais nos noticiários da comunicação social. Até se criou um observatório da violência escolar, como se isso fosse solução para medidas que tardam em ser tomadas.
Além de que, a “teoria do coitadinho” parece dominar em diversos sectores, com tendência a “desculpabilizar as crianças até ao limite do possível”. Considera-se, a maior parte das vezes, o aluno intrinsecamente bem formado, e culpabiliza-se o contexto social e familiar dos comportamentos desviantes dos alunos.
Do Reino Unido chegam-nos notícias de que se está a resolver o problema da indisciplina nas escolas. “Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados, num valor que pode ir até aos 1450 Euros”.
“As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, sejam quais forem as motivações”, sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas (britânicas).
“As crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira”. Adiantou ainda que “vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas as formas de má conduta por parte dos alunos”.
Garantiu que “as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara, para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades, em caso de comportamento violento dos seus filhos.
Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para pais, com multas que podem chegar às mil libras, se não cumprirem as decisões dos tribunais”.
“O Livro Branco dá ainda aos professores um direito claro de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário”. Isto no Reino Unido. E, por cá, quanto tempo mais, teremos de esperar por soluções que ponham termo a certa violência escolar?
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