Neons, coolers, ventoinhas, cabos coloridos e parafusos de várias formas. São os acessórios utilizados para a personalização de computadores, um conceito mais conhecido como ‘mod’ ou ‘modding’. As modificações – feitas pelos ‘modders’ – podem ser estéticas ou funcionais, em monitores, teclados, ratos e outros periféricos.
O primeiro concurso de ‘modding’ em Angra do Heroísmo teve lugar no salão do quartel dos Bombeiros Voluntários, nos passados dias 1 e 2 de Maio, integrado na primeira edição do Lan Party. Uma iniciativa da CiberAngra que reuniu duas dezenas de participantes.
“Aqui na ilha não é muito habitual fazer este tipo de modificações aos computadores, mas ainda assim existe algumas pessoas que se dedicam ao ‘modding’”, revela Carlos Ferreira, da organização.
Para modificar um computador é necessário, acima de tudo, “muita criatividade”, já que, segundo o jovem, “aparecem ideias completamente malucas”, que podem criar identificação com figuras famosas, motociclos, electrodomésticos, e incluir relógios, água e luzes rotativas. Porém, os custos financeiros poderão atingir valores significativos. “As alterações oscilam entre 500 e 700 Euros para todo o processo”, adianta o entusiasta, referindo que os acessórios e as caixas transparentes podem ser adquiridas em qualquer loja de material de informática.
De resto, os ‘modders’ pertencem na sua maioria às camadas mais jovens da população, que dedicam grande parte do seu tempo a tentar tornar o seu computador numa “peça única”. “Demorei cerca de duas semanas a fazer a alteração no meu computador. Usei fibra, acrílico e madeira, e coloquei uma turbina a imitar a frente de um avião”, explica Carlos Ferreira, considerando-se um “iniciante” no ‘modding’.
Mas o interesse destes entusiastas estende-se aos jogos de computador, e não só a jovens do sexo masculino. Joana Aguiar foi a única rapariga a participar no Lan Party. Frequenta actualmente um curso técnico de informática numa escola profissional local, afirmando que a sua ligação a esta área foi “desde sempre”. “Participo em muitas Lan’s e raramente encontro raparigas”, confessa, ao referir que nunca sentiu descriminação, mesmo quando vence os jogos a adversários do sexo masculino.
Os participantes nesta iniciativa salientam o convívio entre todos os jovens que partilham o gosto pela informática, um dos motivos que motivou a CiberAngra a avançar com o projecto. “O nosso intuito foi o convívio e promover a loja”, diz Sofia Borges, da organização. E acrescenta: “Esperávamos mais inscritos, mas estamos conscientes que foi a primeira vez que realizámos algo do género. Para a próxima edição haverá com certeza mais participação”.
A primeira Lan Party Ciber Angra contou com duas eliminatórias, divididas por dois dias, sendo que a segunda integrou apenas 50 por cento dos participantes. No final foram distinguidos os seguintes nomes: Torneiro 'TrackMania Forever' – 1º lugar Carlos Ferreira e 2º lugar Tiago Silva;
Torneio ‘Counter Strike’ (Equipas) – Pain Corporation
Concurso Modding – Tiago Silva; e Menção Honrosa – Joana Aguiar.
Os prémios atribuídos foram compostos por material informático.
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