A presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, desvalorizou ontem a polémica relacionada com as finanças regionais, considerando que o programa eleitoral social-democrata “garante” que não será alterada a actual situação dos Açores.
“Os Açores não têm que estar preocupados se a Madeira, o Alentejo ou o Algarve vão ter mais ou menos dinheiro, tem é que se preocupar em manter o que tem hoje, o resto é poeira”, frisou a líder regional social-democrata.
Nesse sentido, afirmou ser “falso que se vá tirar dinheiro aos Açores para dar à Madeira”, numa resposta a uma das principais acusações eleitorais que o PS/Açores faz ao PSD e, em especial, a Manuela Ferreira Leite.
“Não se vai tirar dinheiro nenhum aos Açores para dar à Madeira”, assegurou Berta Cabral, frisando que é isso que consta do programa eleitoral do PSD e, “quando Manuela Ferreira Leite promete, pode-se quase considerar letra de lei”.
A presidente do PSD/Açores falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada para apresentar o manifesto eleitoral dos candidatos a deputados pelo círculo eleitoral dos Açores, numa lista que é encabeçada por Mota Amaral.
O documento traça um quadro negativo da actual situação do país, o que levou Berta Cabral a considerar que, “se Portugal não estivesse na Europa, seria do Terceiro Mundo”.
“É urgente mudar o rumo do país porque a situação actual é insustentável”, frisou.
Relativamente aos Açores, Berta Cabral destacou que o manifesto eleitoral defende o “aprofundamento da autonomia, através da revisão constitucional”, salientando ainda o facto de “manter o regime financeiro vigente” na actual Lei das Finanças Regionais.
Por seu lado, Mota Amaral fez um apelo ao voto para mudar a actual situação do país, considerando que “a abstenção é sinal de passividade e indiferença”.
“O primeiro-ministro José Sócrates, o governo e a maioria PS são responsáveis por terem arrastado o país até à beira do abismo”, afirmou, acrescentando que é necessário um “sobressalto cívico” para inverter o actual quadro.
Mota Amaral considerou que o PSD “quer travar o descalabro”, defendendo que só uma vitória dos social-democratas “garante a mudança que o país urgentemente necessita”.
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