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PARA EMPRESAS MUNICIPAIS Presidente Andreia Cardoso recua nas nomeações

Publicado na Quarta-Feira, dia 11 de Novembro de 2009, em Actualidade
A presidente da Câmara de Angra do Heroísmo retirou da votação, na primeira reunião do executivo municipal, os nomes que tinha proposto para a presidência dos serviços municipalizados e da empresa Culturangra face à contestação da oposição.

A primeira reunião do novo executivo municipal de Angra do Heroísmo, realizada segunda-feira ao final do dia, ameaçava abrir um conflito devido à oposição do PSD e do CDS/PP, que possuem quatro dos sete vereadores, relativamente aos nomes inicialmente propostos pela presidente socialista, Andreia Cardoso.

No final da reunião, António Ventura (PSD) e Artur Lima (CDS/PP) afirmaram à Lusa que Andreia Cardoso "aceitou apresentar novas propostas, que reflictam de facto os resultados eleitorais".

Estas novas propostas deverão ser apresentadas na próxima reunião do executivo municipal, a realizar amanhã, segundo os dois vereadores da oposição.

Nas autárquicas de 11 de Outubro, o PS ganhou em Angra do Heroísmo com maioria relativa, elegendo três vereadores, tendo o PSD eleito também três vereadores, enquanto o CDS/PP elegeu um.

No discurso da tomada de posse, Andreia Cardoso tinha anunciado a intenção de nomear para presidente dos serviços municipalizados Francisco Cota Rodrigues, professor universitário e especialista em águas.

A autarca socialista pretendia assumir a presidência da Culturangra e nomear a ex-vereadora Sofia Couto para vogal.

Os dois partidos da oposição manifestaram-se contra estas nomeações, defendendo que, na sequência dos resultados eleitorais, também pretendiam ter elementos seus nos conselhos de administração das duas empresas.

Os dois partidos defenderam a necessidade de colocar "pessoas nos conselhos de administração [das duas empresas], independentemente de serem presidentes ou não, mas que possam ter intervenção e não fazer apenas figura de corpo presente".

Nesse sentido, Artur Lima defendeu a necessidade de "entendimentos sérios e competentes e não [soluções] para dar emprego a comissários políticos".

Caso venha a ser impossível o consenso, social-democratas e populares poderão formar uma maioria no executivo municipal.

 

 

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