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A 30 DE NOVEMBRO Real Associação assinala restauração da independência

Publicado na Sexta-Feira, dia 20 de Novembro de 2009, em Actualidade
A Real Associação da Ilha Terceira irá celebrar a restauração da soberania portuguesa a 1 de Dezembro de 1640 com a realização de um “Jantar dos Conjurados” no próximo dia 30, pelas 19h30, no Hotel Caracol em Angra do Heroísmo.

O evento está aberto a todos quantos queiram assinalar “uma data fundamental para todos os portugueses, sejam eles monárquicos ou republicanos”, afirma João Maria Mendes, presidente da Real Associação.
Durante o jantar, que a Associação recuperou o ano passado após vários anos sem se realizar, serão também recordados “os heróis de outrora da Ilha Terceira” que durante o período 1640- 1642 lutaram para expulsar os Castelhanos do Castelo de São Filipe no Monte Brasil, hoje conhecido como  de São João Baptista.
“ Feito notável”, assim apelida o presidente da Real Associação o esforço dos terceirenses “ que lutaram contra tropas profissionais sem qualquer apoio durante dois anos, num momento histórico que mobilizou toda a população”, recorda.
 
 

Um século “perdido”
 

Numa altura em que se aproxima a comemoração dos 100 anos da implementação da Republica, João Maria Mendes faz um balanço “ muito negativo de um século perdido num regime prejudicial ao país” , recordando os primeiros 16 anos de descontrolo e anarquia republicana e os 40 seguintes em que Portugal esteve subjugado a uma “republica fascista”.
O presidente da Real Associação considera que o movimento monárquico terceirense tem vindo a fazer um trabalho muito produtivo no sentido de esclarecer a população para as vantagens do sistema monárquico.
De acordo com o dirigente, essas vantagens passam pela existência de um rei como chefe de Estado “livre” ao contrário do Presidente da República “que está sujeito a um partido político e no caso português, restrito às escolhas de PS ou PSD”, defende.
O presidente da Real Associação aponta ainda vantagens do ponto de vista económico, lembrando que actualmente temos três antigos presidentes já na reforma a serem “sustentados pelo Estado a que se junta o que está em funções”.

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