Este espólio, que encerra uma valiosa riqueza no domínio do património imaterial açoriano, contém cerca de meio milhar de contos, a maior parte deles perdidos no tempo, restando apenas as narrativas que constam dos registos sonoros. Num texto da investigadora publicado na Revista Atlântida, IAC, nº. 14, de 1970, pode ler-se: “Pelo que consegui apurar, estes grandes contistas, que eram analfabetos, tinham aprendido as suas histórias com pessoas que também não sabiam ler nem escrever (…) Coligi de 460 a 500 contos tradicionais”.
Recorda-se que na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, no Museu de Angra do Heroísmo e no Centro de Conhecimento dos Açores a Região já dispõe de uma parte destes registos.
Após a assinatura deste protocolo, a Direcção Regional da Cultura fica em condições de providenciar a transcrição para formato digital dos registos sonoros que se encontram nas bobines, assegurando deste modo a preservação e a divulgação deste importante património imaterial.
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