As conclusões constam do “Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio”, publicado ontem pelo Instituto Nacional da Estatística (INE).
Em 2007, dos 308 municípios portugueses, 39 superavam o poder de compra per capita médio nacional.
Os resultados permitem destacar os valores mais elevados verificados nos territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto e também em alguns municípios correspondentes a capitais de distrito.
A análise sugere, assim, uma associação positiva entre o grau de urbanização das unidades territoriais e o poder de compra aí manifestado quotidianamente.
A leitura regional dos resultados do Indicador per Capita (IpC) desse ano associa ao território continental um poder de compra superior ao observado nas duas regiões autónomas portuguesas.
O valor atingia para o Continente 100,5 e para as regiões autónomas dos Açores 83,6 e para a Madeira 95,5.
A região de Lisboa e do Algarve destacavam-se por serem as únicas regiões NUTS II portuguesas a superar o poder de compra per capita médio nacional.
A superar, simultaneamente, o poder de compra médio nacional e regional observados em 2007 estiveram 29 municípios, sobretudo municípios metropolitanas e cidades de média dimensão, maioritariamente coincidentes com capitais de distrito: Braga, Aveiro, Coimbra, Portalegre, Évora, Beja e Faro.
Angra com menos turismo
Quanto à análise do Factor Dinamismo Relativo (FDR), que pretende reflectir o poder de compra, de manifestação geralmente sazonal, associado aos fluxos populacionais induzidos pela actividade turística, constituindo assim uma tendência de dinâmica comercial, o Algarve surge no topo dos municípios.
No outro extremo, com resultados menos significativos encontravam-se sobretudo grandes centros urbanos, como os municípios das áreas metropolitanas de Lisboa (Oeiras, Lisboa, Barreiro e Amadora, por exemplo) e Porto (São João da Madeira, Porto e Matosinhos) e capitais de distrito como Coimbra, Beja, Braga e Aveiro e ainda o Entroncamento, Angra do Heroísmo e Campo Maior.
O estudo explica que um valor baixo assumido no FDR em determinada unidade territorial não significa que a actividade turística seja pouco relevante neste território mas apenas que fica esbatida face ao elevado poder de compra aí manifestado de forma regular.
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