“Para defender a qualidade do ensino é essencial proteger aqueles que, efetivamente, se querem fixar nestas ilhas”, afirmou o deputado regional Paulo Rosa, autor de uma proposta de alteração ao regulamento do concurso de pessoal docente que dará entrada brevemente no parlamento açoriano.
Em causa estão os docentes do ensino pré-primário, básico e secundários nas escolas do Corvo, Flores, Graciosa, S. Jorge e Santa Maria, vulgarmente designadas como ‘ilhas da coesão’.
Paulo Rosa, que falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, considerou que o atual modelo do concurso de professores “é um caso de sucesso sem paralelo no país”, mas defendeu que, além da prioridade que é dada aos docentes que se candidatam por três anos, deve ser criada uma nova prioridade para quem se pretenda fixar por seis anos.
“Os professores podem optar por se candidatar por seis ou por três anos, sendo que os que concorrerem a seis anos terão prioridade sobre os que apenas concorrerem a três, da mesma forma que estes têm prioridade sobre os que concorrem a um ano”, frisou o deputado do PP dos Açores.
Na sua perspetiva, esta proposta “não pretende ser de rutura”, mas apenas visa “criar uma nova prioridade” nos concursos de professores.
“Estamos convictos que os alunos e o tecido social das ilhas da coesão vão beneficiar com a fixação de ativos mais motivados”, afirmou Paulo Rosa, que espera “abertura” das restantes forças partidárias para esta proposta.
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