O prazo acordado entre os atletas e a Comissão Executiva do clube terminava ontem, sendo que, segundo Ruben Silva, director do departamento de futebol lusitanista “ tudo foi feito para se conseguir encontrar uma solução que evite a suspensão da actividade”.
Resta ao clube angariar 10 mil euros, quantia necessária para garantir as três deslocações fora da Terceira – duas a São Miguel e uma à Horta - que o Lusitânia tem que efectuar até ao final da Série Açores.
Jogadores e equipa técnica estão dispostos a prescindir das remunerações que tem direito, mas em relação às restantes despesas “ não podem ser eles a suportá-las”, refere Ruben Silva.
O dirigente entende que, pelo menos até ao final da presente época, o clube deve continuar “ porque há vontade dos jogadores e isso permite ganharmos tempo para se alcançar uma solução de viabilidade a longo prazo”.
Desta forma, o líder do futebol “verde e branco” apela aos lusitanistas que façam um sacrifício final para salvar o clube defendendo que é tempo “ de passar à acção e não se ficar apenas pelas mensagens de incentivo”.
Ruben Silva enaltece o trabalho dos atletas do clube da Rua da Sé destacando o seu profissionalismo e entrega ao longo de uma época em condições muito difíceis.
Plantel quer continuar
Pelo mesmo diapasão alinha o treinador Manuel Costa, popularmente conhecido por “Chalana”, que destaca o “grande carácter” de todo o grupo, elogiando o trabalho de todos “ desde jogadores, departamento de futebol e departamento médico, que ao longo do ano formou o que posso classificar como uma grande família”.
O responsável técnico do Lusitânia reitera a vontade dos seus atletas se manterem em actividade até ao final da época, lembrando que desportivamente, o objectivo traçado no início do ano de garantir a manutenção na Séria Açores “está perfeitamente ao nosso alcance”
No passado domingo o Lusitânia disputou aquele que foi apelidado como o seu último jogo oficial, um empate a duas bolas que o seu treinador classifica como “muito complicado devido ao forte estado emocional e a todos quererem fazer demasiado para deixar uma ultima imagem positiva do clube”, num dia, que admite “ nunca esquecerei”.
Caso fique para a história como o ultimo treinador da ilustre história lusitanista, Manuel Costa destaca o imenso orgulho por poder ter servido “um clube mítico” enquanto jogador e responsável técnico, expressando a sua forte convicção que o Lusitânia ainda escreverá mais paginas na sua história de mais de oito décadas.
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