O projecto de PROTA, que se encontra em fase de apreciação na comissão especializada da Assembleia Legislativa Regional, "prevê o estabelecimento de regras de gestão do território para um período de 10 anos e os documentos relativos ao seu conteúdo disponibilizados como suporte para a discussão evidenciam lacunas que dificultam a respectiva compreensão", afirmou o dirigente comunista em declarações à Lusa.
Aníbal Pires, que falava no termo de uma visita à ilha de S. Jorge, defendeu que, "pelas suas implicações, o PROTA tem de ser objecto de um debate efectivo, não de uma discussão de cima para baixo".
O líder do PCP dos Açores, que reuniu com autarquias e instituições de S. Jorge, manifestou também preocupação face à constante redução da população desta ilha do Grupo Central, que perdeu cerca de mil habitantes desde 2001, associando o fenómeno a problemas relacionados com as acessibilidades.
Devido aos horários praticados pela transportadora aérea açoriana SATA, um residente de S. Jorge que queira viajar para Lisboa tem de sair de manhã desta ilha e só chega à capital portuguesa na madrugada do dia seguinte, tendo de fazer escala em S. Miguel, salientou Aníbal Pires, como exemplo do problema.
O também deputado regional comunista disse ter sido alertado para a questão do aumento das toxicodependências, em particular no concelho das Velas, um dos dois de S. Jorge, defendendo o incremento de iniciativas de prevenção por parte do governo regional.
"Com a criação de uma direcção regional especificamente dirigida à abordagem dessa temática, esperávamos uma resposta mais eficaz, mas a verdade é que o fenómeno das toxicodependências está longe de retroceder", sublinhou.
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