No passado dia 18 de Junho, a Rua de Santo Espírito, em Angra do Heroísmo, recebeu um novo “inquilino”: o atelier de costura e confecção “Manas Martins”. O projecto nasce, tal como o nome indica, do esforço e dedicação de duas irmãs, Belandina e Fernanda Martins, que estenderam os laços familiares às ligações empresariais. “Eu tinha este espaço comercial vazio e pagava aluguer dele, a minha irmã fazia trabalhos de costura em casa, nos Altares. Portanto eu tinha as instalações, ela tinha os equipamentos necessários e ambas um gosto muito grande por esta área de negócio”, explica Fernanda Martins.
Os sorrisos que as irmãs exibem, revelam na perfeição a alegria que tem sido conduzir este novo barco. Os ventos têm corrido de feição e as marés estão em alta: “com apenas duas semanas de funcionamento temos já mais de 55 clientes registados e serviços efectuados, bem acima das nossas expectativas”, confessa Belandina.
Serviços práticos
O espaço da Manas Martins faz quase de tudo que esteja relacionado com costura e confecção. Desde os pequenos arranjos, como bainhas, colocação de fechos, ajustes de roupas, até confecção de roupas, cortinados, passando por realização de bordados e serviços de engomadoria para fora, neste caso num sistema de pagamento à hora ou compra de pacotes mensais para quem queira passar a ferro sistematicamente. “No fundo estamos a tentar potenciar ao máximo todas as vertentes que esta área de trabalho permite, utilizando toda a maquinaria que já temos”, referem.
Oportunidade de negócio
A crise tem sempre dois lados de análise. Se é verdade que as pessoas têm menos poder de compra, também se torna verdade que isso exige um reaproveitamento do que já têm em casa. As roupas são um belo exemplo disso, cada vez mais pessoas tentam “reciclar” peças que gostam e isso exige um serviço como as Manas Martins prestam. “Todos os dias temos pessoas que querem remendar uma peça de roupa, apertar ou alargar para que possam prolongar a sua utilidade”, frisam.
O espaço de mercado existe e tem potencial para aumentar, não fosse a ilha Terceira uma terra festeira, cheia de tradições que necessitam das mãos de costureiras: “nós já temos quatro bailinhos que fizeram reserva para o Carnaval, temos encomenda de fantasias, temos pelo menos roupas de uma marcha para as Festas da Praia da Vitória, e acreditamos que ainda vamos ter mais à medida que o nosso trabalho for sendo divulgado”, sublinham.
Bom feedback
As pessoas que já visitaram as Manas Martins deixaram boas críticas às proprietárias e ao espaço: “todos têm gostado muito, dizem que a loja é ampla, o provador é grande, que temos sido muito certas nas entregas, porque cumprir os prazos é uma das nossas maiores preocupações, e principalmente têm gostado do serviço final, o que nos deixa contentes e confiantes no sucesso do nosso pequeno negocio”, sublinham.
Uma coisa é certa, dentro das suas batas verdes alface as manas Martins contagiam todas as pessoas que entram com os seus sorrisos abertos e conversa agradável. Uma visita impõem-se, nem que seja para pregar um botão.
Fernando Pereira
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