A líder do PSD/Açores defendeu que os privados “têm de apostar, cada vez mais, em oportunidades de futuro, em investimentos viáveis e rentáveis, que garantam, sobretudo, a criação de mais emprego”.
Berta Cabral falava durante uma visita que realizou à Residência Segura Lar António Manuel Santos, recentemente inaugurada em Ponta Delgada, onde sublinhou que, “sendo o desemprego o problema que mais afecta a nossa sociedade, é necessário que a iniciativa privada aposte em valências sociais como esta, com potencialidades futuras e criando novos postos de trabalho”.
Para a presidente do PSD/Açores, a economia social “é viável e rentável, devendo ser uma das principais apostas dos privados, pois permite, ao mesmo tempo, a criação de mais emprego”, referiu.
Berta Cabral defendeu que, “tendo em conta que a esperança de vida é cada vez mais longa, a criação de valências esta é uma aposta ganha, uma vez que permite aos idosos um fim de vida condigno, com assistência diária, e cria novos postos de trabalho para muitas pessoas que acabam de fazer a sua formação”.
Durante a visita, a líder dos social-democratas açorianos falou com os cerca de trinta idosos que se encontram actualmente nesta residência assistida, situada na zona da Levada, e fez questão de afirmar que “valências como esta são o exemplo de como deve investir a iniciativa privada nos Açores”, considerou.
“Todos os poderes devem trabalhar no sentido de dar as respostas adequadas aos reais problemas com que a sociedade se depara. Não pode haver uma única resposta por parte deste ou daquele poder. Todos temos que trabalhar para responder adequadamente aos problemas com que a nossa sociedade se depara”, disse a líder do PSD/Açores.
“E os privados também têm de estar preparados para dar respostas adequadas às necessidades que hoje se colocam numa sociedade em que a esperança de vida é cada vez maior e em que as famílias não têm tempo ou condições para ficarem com os seus idosos”, sustentou Berta Cabral.
Referindo que “nesta residência assistida quem pode pagar, paga e quem não pode tem ajuda para o efeito, a dirigente social-democrata rejeitou a ideia do assistencialismo puro e defendeu uma maior fiscalização aos apoios sociais, até porque, adiantou, “se não houver uma fiscalização efectiva pagam sempre os mesmos, paga a classe média. Por isso, é essencial, fiscalizar todos os apoios sociais que são concedidos”.
Mudança de politica
Berta Cabral, desvalorizou a reorganização dos serviços da Segurança Social que está a ser promovida pelo executivo regional, de maioria socialista, defendendo ser necessária uma mudança de política.
“Esta reorganização é apenas baralhar para dar no mesmo, não é por fundir institutos que as políticas mudam”, afirmou.
Para Berta Cabral, a reorganização que está a ser implementada pelo executivo açoriano refere-se “apenas a questões organizacionais, que não alteram a política, que precisa de ser mudada para ir ao encontro das necessidades das pessoas”.
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