Todos temos o direito de saber, exactamente, o que se passou e como se passou neste malogrado processo. O direito de saber onde se gastaram vários milhões do dinheiro público. Tal como dizia alguém, num editorial de há poucos dias, de um dos nossos órgãos de comunicação social «o “deixar andar” é quase uma instituição nacional». Pois é, quem se rebele contra ela tem logo dedo apontado, protesto acirrado e é apelido de birrento… Já estava tudo certo: era para “deixar andar”…
Para além disso, o aviso já vinha de longe, se tal se justificasse iríamos até às últimas consequências. Não estávamos a fazer “bluff”. Sem esquecer, por exemplo, que dos 24 nomes propostos, ligados ao Estaleiro e à Região, para audição foram aprovados pelo PS apenas 10…. Costuma-se dizer que quem não deve não teme…
Deixando o acessório, para centrar o essencial, tudo tem um limite e não se pode, de modo algum, “deixar andar”, a bem do mandato que os eleitores nos concederam, a bem da fiscalização que nos compete fazer e da sequência que devemos dar aos assuntos perante a gravidade dos factos. Com os protestos podemos bem, pela tranquilidade do dever cumprido. Tudo o resto são “faits-divers”!
carla.bretao.martins@gmail.com
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