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NA UNIVERSIDADE DOS AÇORES "Ciência e Vinho" junta académicos

Publicado na Sexta-Feira, dia 30 de Julho de 2010, em Actualidade
Professores e alunos da universidade dos Açores reuniram-se, ontem, para debater “Ciência e Vinho”, um encontro que serve para apreciar e classificar as propriedades de vinhos nacionais e açorianos e para apresentar e debater os mais recentes trabalhos da academia açoriana.

 

“Ciência e Vinho” – assim se intitulam os encontros que os docentes do Departamento de Ciências Agrárias (DCA), da Universidade dos Açores, promovem para debater não só as qualidades enófilas de determinados vinhos, mas igualmente para apresentar e debater os trabalhos elaborados por professores e alunos da academia açoriana.

A última sessão, realizada ontem no Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza (GGCN), contou com a presença do investigador Carlos Sousa, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA).

A ideia, explicou ao jornal “a União” o professor Tomaz Dentinho, responsável pelo GGCN, tem inspiração britânica e espanhola: “a ideia surgiu do colega Miguel Tavares, astrofísico, do DCA, que trouxe uma tradição do Reino Unido em que as pessoas, de 15 em 15 dias ou de mês a mês, se encontram para debater o que estão fazer nas sua áreas na universidade”.

A parte enóloga, admite, foi da sua responsabilidade: “eu estive em Espanha, no inicio do ano, e lá eles têm uma espécie de provas de vinho que acabam por juntar as pessoas do mesmo departamento, não só para provar e se falar sobre o vinho, mas igualmente sobre os projecto que têm em curso.”

“Portanto, lembrámo-nos de juntar as duas iniciativas: uma ideia espanhola da prova de vinhos e uma ideia inglesa para debatermos os papers que estamos a fazer”.

 

Vinhos nacionais e açorianos

 

O encontro “Ciência e Vinho” tem uma periodicidade mensal, e, a cada sessão, segue um ritual já implementado ao longo dos últimos cinco encontros: “já fizemos cerca de cinco sessões, em que começa com a apresentação de um trabalho de um colega, e a sua discussão, e depois provamos três vinhos em que classificamos de acordo com uma grelha de classificação, através do cheiro, da cor e do paladar”, explicou.

Ao todo, referiu, já foram feitas avaliações a 15 vinhos: “outro dia, foi sobre vinhos verdes, vinhos do Alentejo, do Douro, da Bairrada”, mas os vinhos açorianos, acrescentou também já foram alvo de avaliação: “também já avaliámos vinhos açorianos, sobretudo, agora, que apareceram três vinhos brancos”.

Humberta Augusto

haugusto@auniao.com

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